Por onde começar? Pelo momento da decisão, pela chegada em Pontferrada, pelo primeiro dia de caminhada, por Santiago, ou finalmente em casa? Não sei exatamente onde começa e termina essa história, mas às vezes, simplesmente decido onde fazer o corte porque preciso fechar um ciclo.
Sou impaciente e portanto solidária com os iguais. Adianto que tudo correu bem ou que correu como deveria ser para mim. A chegada foi difícil, me deixou um gosto diferente na boca, calada, três doloridas bolhas no pé esquerdo, que eram o menor dos meus problemas, e um olhar mais velho. Não encontrei quem gostaria de ser, muito menos quem tentei ser, encontrei quem sou de verdade e isso não é fácil.
Cada um tem seu próprio caminho e faz suas escolhas. Não sou a pessoa mais indicada a contar o melhor trecho nem a maneira mais correta, não sou exemplo para ninguém. Mas posso relatar o que há nos desvios, pelo menos o que vi, evitar ou estimular que se corram alguns riscos. Esse é o meu papel e é tudo o que posso oferecer a quem se interessar.
Nao consigo parar de ler …
Realmente deve ser uma experiencia unica !
É preciso ter coragem , parabéns, voce conseguiu fazer o teu caminho! Tenho que parar agora pois estou no trabalho e levo quase que horas aqui encantada com teus relatos … Depois eu volto pra continuar essa caminhada virtual !
Beijos
Didis
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto, o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promesa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um Belo Horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, minho,
Resto, toco, porto, zinho
Caco, vidro, vida, ol
Noite, orte, laço, zol
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida no teu coração
Caríssima
Continuo encantado.A descrição da regata foi fenomenal, e muito bem ilustrada, mas não vi meu filho.
Dê um besito nele por mim.
Aguardo ansioso os finalmentes do Caminho.
Deus os abençôe.
Pai
De projeto novo e nem comenta com os amigos????rsss…